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domingo, 2 de maio de 2010

Na mina de carvão



Eu e o meu gato Tiger, que é muito pequenino, peludo e muito esperto, fomos visitar um velho amigo, o Cerdic Standyford.
O pai do Cerdic era um homem muito rico e era dono de uma mina de carvão. Tinha vários inimigos, mas o mais perigoso era Charles Gorham.
Um dia, o pai do Cerdic levou-nos a ver a mina. Era um local grande, escuro, húmido, mas com muitas condições de trabalho. Durante a visita, o gerador deixou de funcionar e tiveram que evacuar toda a gente. Mais tarde vieram a descobrir que o gerador havia sido vítima de sabotagem. Voltamos para casa, mas nunca nos esquecemos daquele episódio.
Uns dias mais tarde, durante um passeio nocturno, eu, o Cerdic e o meu gato reparamos que eram muitas as luzes que passavam na estrada. O que seria? Eram carros e pareciam dirigir-se para casa de Charles Gorham. Seguimos aquela caravana e vimos ao longe o dono da casa. Aproximamo-nos e percebemos que ele estava a contratar uns bandidos para fazerem explodir a mina. Fomos a correr avisar o pai do Cerdic. Ele chamou prontamente, Eric, o seu capataz, mas lembrou-se que o tinha dispensado devido à doença da mãe. Chamou o administrador da mina e dirigimo-nos para a mina. Queríamos montar a vigia para que nada de mau pudesse acontecer.
Já em plena mina, o meu gato, que é muito brincalhão, saltou-me para cima e roubou-me o chapéu com a lanterna. Tive de correr atrás do prejuízo… Enquanto andávamos em plenas correrias, descobri que Eric era o sabotador! Eric foi preso e a mina voltou a trabalhar. Quanto aos Standyford, ficaram em dívida para comigo!

Isaac Neves

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Caligramas - Ler os oceanos

Apresento aqui alguns dos caligramas realizados pelos alunos no âmbito do projecto "Ler os oceanos". Parabéns pela participação de todos!

sábado, 10 de abril de 2010

Uma grande aventura


Um certo dia, um rapaz chamado Luís viveu a maior aventura da sua, ainda curta, vida. Era um menino solitário e só se lhe conhecia uma amiga, a sua pequena cadelinha Puma que o acompanhava para tudo quanto era sítio. Tinham uma relação quase familiar e entendiam-se através de um pequeno olhar. Era um animalzinho frágil, mas muito corajoso e não recusava uma aventura.
As férias iam já longas e decidiram aventurar-se pela floresta abandonada. Poucos eram os que demonstravam tanta coragem. Contavam-se história de pessoas que lá tinham entrado e de quem nunca mais se ouviu falar.
Preveniram-se e levaram umas pequenas armadilhas para animais indesejados, uma máquina fotográfica para registar os melhores momentos e utensílios a usar na pesca e na caça.
Caiu a noite e o Luís decidiu que tinha chegado a hora de arranjar o que comer. Optou por ir à pesca, uma vez que adorava peixinho. A pesca foi generosa e, ao fim de uma hora, o jantar estava preparado. Durante a refeição, talvez por causa do cheirinho delicioso, aproximou-se um macaco. Assustaram-se! Aquele animal era enorme e eles sentiram-se indefesos, contudo, o macaco parecia simpático e não tinha um aspecto ameaçador. A Puma sentia-se feliz na presença de mais um amigo, saltava, brincava, corria… Mas o pior acontecer… a Puma caiu numa armadilha de caçadores e o pânico instalou-se.
- Não te assustes – disse o macaco.
- Mas tu falas a língua dos humanos! Como é possível?
- Eu não sou um macaco, sou um príncipe enfeitiçado pela bruxa desta floresta! Mas isso agora pouco interessa, temos que ajudar a Puma!
Começou a ouvir-se um barulho assustador, pareciam, e eram mesmo, gritos de uma tribo! Queriam comer a Puma!!! Que desgraça!...
Só restava uma solução. O príncipe enfeitiçado correu a pedir ajuda à família de macacos que o tinha recebido. Era uma família grande e poderiam dar uma ajuda preciosa.
A guerra começou! Muitos macacos morreram, mas após várias horas de combate, conseguiram que a tribo recuasse. Soltaram a Puma e voltaram para casa com o novo amigo. Esconderam-no na garagem na esperança de descobrir como quebrar o feitiço. Entretanto, viveram unidos e felizes.

Luís Câmara

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O mar


O nosso mar
Gosta de cantar
E isso faz-me pensar
Que sou capaz de rimar

Daniel Mateus



As ondas do mar
São como o ar
Fazem-me sonhar
E acreditar
Que o mar vou ajudar

Os livros são maravilhosos
O mar é majestoso
Os humanos são teimosos
O oceano glorioso

Alexandre Neves

domingo, 11 de outubro de 2009

Poemas divertidos



Eu, Joel Bonito
Sou um rapazito
Que comeu uma banana
E partiu uma cana

Quando fui ao baile
Levei um xaile
Comi uma empada
E dancei com a namorada

Dei-lhe um beijo
E comecei o festejo
Fiquei tão feliz
Que parecia uma perdiz

Dancei o tango
E dancei muito bem
Já parecia
Que estava em Belém

Quando fui embora
Fui no meu cavalo
Cheguei atrasado
Levei um estalo

Joel Bonito